Fuga do Clã Poente
O sol brilhava incandescente e a luz incomodava meus olhos. Eu já não possuía mais forças para combater a grande quantidade de magos do Clã Poente que se encontrava no pátio principal da Fortaleza Vermelha. Após derrotar centenas de magos vermelhos com meu exército necromante, eu finalmente cedi e caí sem forças no chão. Dois magos vermelhos remanescentes reergueram-me, arrastando-me para um corredor subterrâneo. Minhas vestes se encontravam em frangalhos e minhas queimaduras tornavam-se cicatrizes que não se curavam. Uma maga de vestes vermelhas seguia-me logo atrás com seu cajado. Ela possuía um capuz que cobria boa parte de seu rosto, mas sua pele era alva como algodão e podia-se notar que, apesar das vestes largas, seu corpo era bem definido e de cintura fina. Pude sentir os feromônios que a maga presumidamente bela exalava, e ela me atraiu sexualmente, mesmo sem tê-la visto por completo.
O corredor era iluminado por tochas e logo chegamos a um portão de grade de ferro. Do portão, conseguia-se vislumbrar alguns raios de sol que vinham do pátio principal do castelo. A batalha estava perdida, e os dois magos abriram a grade e jogaram-me violentamente no chão sujo do cômodo principal da masmorra subterrânea. Trancaram o portão, e a maga, com um sinal, dispensou-os. “Eu mesmo me encarregarei de que você não escape até a volta do nosso líder, maldito.” – ela murmurou para si mesma.
O cômodo em que fui aprisionado era mal iluminado; havia somente uma penumbra que permitia uma visão fraca do ambiente. Entretanto, conseguia sentir a umidade e o odor pútrido que o chão exalava. Tentando me reerguer, cuspi uma pitada de sangue e percebi ratos correndo em minha direção. Os animais se alimentaram rapidamente bebendo da minha cuspidela e voltaram para seus esconderijos. Baratas se amontoavam nos tetos e pequenas brechas nas paredes. Teias enormes nos cantos e duas grades ao fundo decoravam o cômodo. As grades eram portas que se abriam para outras celas menores vazias, exceto por alguns dejetos de animais obscuros e ossos humanos em decomposição.
Finalmente consegui me levantar. O odor, a escuridão, o medo e as criaturas que habitavam aquele ambiente me deram forças. Minhas feridas se cicatrizavam e sentia o poder voltando a correr em minhas veias. Eu me alimentava do mal, do medo, do frio, da dor, das impurezas, do odor e das almas presas que pereceram naquele lugar podre. Logo me recompus e sabia que teria de enfrentar a maga vermelha para poder fugir. Decidi então não apenas vencê-la, mas tomá-la para mim, e torná-la minha escrava em todos os sentidos.
Com um sopro de magia, apaguei as tochas que traziam a penumbra àquele lugar e a escuridão que se seguiu me deixou tão poderoso como antes. A maga virou para mim, retirou o capuz, e acendeu a ponta do cajado trazendo um ponto de luz vermelha à prisão. Ela possuía cabelos negros encaracolados e era extremamente bela. Procurou-me por entre as barras de ferro do portão, mas as sombras me ocultavam. Ouviu apenas minha voz: “Olhe quem está aqui.” – que ecoou por todo o cômodo e entrou por seus ouvidos, rasgando sua mente e confundindo seus sentidos.
Então ela viu uma criança nua encolhida em um dos cantos do fundo do cômodo. Estendi a mão e dei as costas saindo de mão dada com a criança em direção a uma das celas. A criança era uma menina com aparência angelical e ao mesmo tempo muito sensual, mas a maga não conseguiu ver seu rosto. Seu andar lhe era familiar e por um momento, paramos. A criança olhou para a guardiã. “Não tenha medo, sua mãe pediu para que eu te mostrasse uma coisa” – disse para a criança e sorri para a maga vermelha. Desesperada, e acreditando na succubus que havia evocado, a mulher abriu o portão imediatamente e tentou me atacar com o cajado, mentalmente incapaz de pronunciar qualquer ato mágico. Desviei numa velocidade sobrenatural e dominei-a por trás, agarrando-a pela garganta. Finalmente, ela era minha. Faria o que eu quisesse com ela e minha imaginação perversa não possuía limites.
“Hum, seu cheiro é muito sensual...” – sussurrei ao seu ouvido. A menina então assumiu a sua forma natural: asas de morcego, caninos afiados e sobressalentes, olhos vermelhos, garras e pele marrom. Ela se aproximou, tomou o cajado da mão da maga e rasgou violentamente suas vestes. A maga tentou em vão se cobrir, principalmente a púbis sem pêlos, onde carregava a marca do Clã Poente, uma tatuagem estilo tribal em formato de sol. “Agora, você é minha. Vamos apagar esta marca de seu corpo, minha escrava. Você irá criar uma criatura das trevas que irá me servir durante o restante da minha imortalidade.” – sussurrei ao ouvido da maga, com um sorriso malicioso. “Quem é você realmente, maldito?” – A maga me perguntou por entre os dentes. “Eu? Eu sou o Último dos Necromantes, o Mago Negro mais poderoso de todos os tempos, o Bruxo Imortal. Eu sou a personificação do mal, das trevas, de todas as criaturas nocivas e de tudo que lhes é abominável. Eu sou um deus. Eu sou o Tudo e o Nada. Eu sou aquele que possuo todo e qualquer conhecimento. Eu sou onipresente, onisciente e onipotente.” – respondi-a. “Você gostaria de ser isso, mas não passa de um mago negro impuro e imundo. Você irá sucumbir e jamais sequer chegará perto de se tornar um deus.” – a maga retrucou. “Você pode estar certa, mulher. Mas no momento, quem possui o poder aqui sou eu e você irá se curvar perante a mim! Irá me venerar e EU serei seu deus! Seu único deus!” – gritei furiosamente em seu ouvido e senti-a estremecer.
A succubus sorriu e ajudou-me a arrastá-la pelos cabelos até uma das celas, onde eu e a criatura de outro plano torturamos a maga vermelha, rasgando sua pele, humilhando-a, bebendo de seu sangue, comendo de sua carne e espancando-a com seu próprio cajado. Estranhamente, a maga começou a sentir prazer com tudo aquilo e senti-a entregando-se às trevas, consentidamente. “Sua alma já está se entregando às trevas, mulher! Agora, tomo seu corpo e presenteio-lhe também com a escuridão!” – e com minhas próprias mãos arranquei os dois olhos da maga, que gritou e chegou ao êxtase. Sua dor era o meu prazer e seu prazer era sentir a dor. Até o sol se por, os três se entregaram aos prazeres da carne, da tortura e copularam exaustivamente. Quando a noite já perecia, eu já havia me extasiado com a succubus e exasperado e satisfeito a ex-maga vermelha, deixando-a violada em meio a uma poça de sangue, semi-morta, mas ainda com forças suficientes para sobreviver e criar a semente do mal que coloquei em seu ventre.


0 Comentários:
Postar um comentário
Assinar Postar comentários [Atom]
<< Início